“Sem saber, que o ‘pra sempre’, sempre acaba...” Renato Russo. Falecer
significa morte, óbito sendo o término da vida humana material. As modalidades
de morte são: Mortes consideradas não naturais em decorrência de patologias que
os sujeitos adquirem na vida intrauterina como, por exemplo, a agenesia renal e
patologias que os sujeitos adquirem após o nascimento, como por exemplo, o
câncer, meningites, tuberculoses, etc. As mortes naturais sendo resultantes de
desgastes naturais celulares que não possuem ligação de aspecto exógeno sem a
interferência da vontade dos sujeitos enfermos. As mortes oriundas da
violência, como por exemplo, o latrocínio, infanticídio, maus tratos, suicídios
etc. Digno refere-se ao respeito, a honradez voltada à integridade física e moral
dos seres humanos. Eutanásia (eu) boa (thanatus) morte, boa morte, denominado
em nosso ordenamento jurídico morte digna, evitar-se um sofrimento ao término
da vida, muito embora que as expectativas dos médicos e de familiares do
enfermo sejam de que o mesmo volte a sobreviver. Como sobreviver com as dores
físicas? Com a impossibilidade de o sujeito se reabilitar retornando ao
convívio social de forma sadia. Mesmo com os avanços da medicina ainda não
conseguem estabelecer uma vida estável, sem sofrimentos. Enfermos em estado
terminal com um olhar da sociedade civil, jurídica e médica mais humana e mais
justo como o devido respeito com a vontade autônoma do paciente, sem levar em
consideração a cifra negra do
que não se pode olvidar sendo crime é a prática da eutanásia como desculpa para
esvaziar leitos, eliminar gastos com equipe médicas, com medicamentos,
desculpas estas que envolvem ao descaso e a falência do sistema médico de saúde
do Brasil. A ortotanasia vem ao encontro da prática médica de medidas paliativas
voltadas ao paciente terminal, mas lamentavelmente não é muito aplicada na
saúde pública. A eutanásia deve ser uma
opção do paciente e de seus familiares com a intenção de se preservar a
dignidade assegurando a boa morte prevalecendo um falecimento digno.