sábado, 27 de fevereiro de 2021

A POLÍTICA ARMAMENTISTA


       O Governo Federal com o anseio do Sr. Presidente da República de modo impositivo e sem consultar às entidades da sociedade civil que defende a Política de Desarmamento, Institutos das Universidades de vários Estados que contabilizam o mapeamento do índice de criminalidade rural e urbana, os Senadores e os Deputados, e a população em geral, não foram consultados para validarem este decreto e ao menos opinarem sobre o motivo real de armar desde adolescentes com armas e munições para a prática de tiros, mesmo na modalidade esportiva e em clubes de tiros. Ter uma arma em casa não significa proteção a vida e ao patrimônio. Pois, fere a vida de muitas pessoas inocentes e abre precedentes para as pessoas ferirem quem quer que seja com a desculpa de legítima defesa e até mesmo legítima de defesa da honra. Mecanismo este que está em votação no projeto de Costumes na mesa do Senado. Levando-se em consideração o aumento de casos de feminicídio. Uma vez que a cônjuge estará mais vulnerável na condição de vítima de violência doméstica. Um outro aspecto de relevância são os casos de bullying quando adolescentes para se vingarem dos seus agressores, ou, os agressores para intimidarem suas vítimas entram armados dentro dos portões escolares. E como agravante anti-pedagógico quererem armar professores e funcionários das escolas. Ora, puxar o gatilho representa descaso pela vida humana e a dificuldade em resolver conflitos através do diálogo e acionar a força pública estadual para apaziguar os ânimos e punir os culpados de acordo com a letra da lei. E dependendo da abordagem policial, ou averiguação em domicílio, os policiais sentirão desprotegidos e receosos ao atender uma ocorrência serem vítimas de disparos de armas de fogo de uso restrito e colocarem suas vidas em iminente risco. Dificultando um atendimento pacificador. E deveria incentivar Políticas Públicas contra a violência sem a utilização de armas letais. Só assim caminharemos para a Paz!

 

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